UNIDADES DA BRF E JBS SÃO FISCALIZADAS EM UBERLÂNDIA

Conforme auditoria, não foram encontradas irregularidades.
Na cidade, 120 estabelecimentos são monitorados de forma rotineira.

 

Foram fiscalizadas, nesta semana em Uberlândia, as unidades da BRF e JBS, duas principais empresas investigadas pela Polícia Federal na Operação Carne Fraca deflagrada nacionalmente na última semana. Segundo o chefe do Ministério da Agricultura em Uberlândia e auditor fiscal, federal e agropecuária, Daniel Simões Targa, as vistorias são feitas com frequência e não foram encontradas irregularidades durante a fiscalização de rotina.

Atualmente 120 estabelecimentos comerciais estão sob controle e monitoramento na cidade, conforme informou a chefe do setor de alimentos da Vigilância Sanitária, Janice Aparecida Ferreira, que é responsável por controlar os comércios desses produtos dentro do município.

“Estamos fazendo as fiscalizações de rotina, encaminhando os alvarás conforme a vigilância trabalha e as reclamações são dirigidas aos fiscais de uma forma normal”, explicou Janice.

Todos os produtos de origem animal devem passar por fiscalizações rotineiras para receber selos de qualidade. Conforme Daniel Targa, a ação que aconteceu em Uberlândia já estava programada e não tem ligação com a operação ‘Carne Fraca’.

 

Conforme dados do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que fiscaliza o transporte intermunicipal e a produção regional no estado, em 2016, de 121 estabelecimentos apenas um foi interditado por irregularidades nas carnes.

Janice ainda orienta que é importante o consumidor verificar se o local tem alvará sanitário, observar as condições de higiene e como a carne é manipulada. “Caso haja alguma suspeita sobre a qualidade, ele pode e deve denunciar”, completou.

Entenda
Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o Ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

Carne vencida
Gravações telefônicas obtidas pela Polícia Federal apontam que vários frigoríficos do país vendiam carne vencida tanto no mercado interno, quanto para exportação.

Entre produtos químicos e produtos fora da validade, há casos ainda mais “curiosos”, como a inserção de papelão em lotes de frango e carne de cabeça de porco em linguiça, além de troca de etiquetas de validade.

“Eles usam ácidos e outros produtos químicos para poder maquiar o aspecto físico do alimento. Usam determinados produtos cancerígenos em alguns casos para poder maquiar as características físicas do produto estragado, o cheiro”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo.

 

Fonte:globo.com

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