ENDERSON ELOGIA BOLA PARADA E DEDICAÇÃO EM VITÓRIA, MAS CRITICA ‘SOBERBA’ NO AMÉRICA

Treinador lamentou decisões que custaram lances de perigo para o Coelho

O América precisou usar uma arma treinada à exaustão no Lanna Drumond. Em um jogo duro e faltando criatividade contra o Uberlândia, o Coelho soube se impor nas jogadas de bolas paradas para sair do Horto com mais uma vitória. Nas cobranças de faltas e escanteios, os comandados de Enderson Moreira sobressaíram frente a um adversário que também lutava pelo G4 do Campeonato Mineiro. O comandante alviverde elogiou os trabalhos com a equipe e o bom resultado nesse tipo de lance.

É normal o sofrimento, a dificuldade. A dificuldade é enorme em qualquer jogo. A equipe do Uberlândia não está nessa classificação por sorte e sim por merecimento. Conseguiu boas vitórias. A gente sabia que era um adversário difícil e que, em jogos assim, uma bola parada poderia ser decisiva. Isso nos favoreceu hoje”, comentou Enderson, que projetou outras formas de buscar as vitórias na temporada.

“A gente sabia da marcação deles. Temos sempre colocado uma bola com maior peso e velocidade. O Rafael foi muito feliz no movimento, era uma marcação individual. Sabíamos que tínhamos que ter uma movimentação e uma bola rápida. Foi o que aconteceu. A gente vai criando possibilidades. Fico feliz, porque um time para poder conquistar o que ele deseja, é preciso ter qualidade também na bola parada”, apontou.
Ainda que com o bom aproveitamento nas jogadas de bolas paradas, o América não fez um bom jogo. Algumas desatenções, erros de passe, perdas de bola e, principalmente, decisões equivocadas e falta de aproximação entre os jogadores em lances ofensivos e de contra-ataques poderiam ter custado os três pontos e a posição no G4 do Estadual neste domingo. Após a vitória, o treinador americano criticou o que chamou de soberba em alguns momentos do jogo e prometeu buscar mais objetividade no time.

“No setor ofensivo, a gente reteve muito pouco a bola. Perdemos a bola na frente em situação que poderiam ter rendido bons contra-ataques e boas jogadas ofensivas. Achei que estávamos ansiosos, querendo fazer um lance diferenciado, de calcanhar ou dar uma caneta. A gente foi um pouco soberbo em algumas situações. Estamos sempre conversando com os jogadores. Mas acho que trocamos a efetividade para poder fazer um lance mais bonito. Precisamos é de eficiência. Futebol é extremamente voltado para isso. Eficiência, simplicidade e objetividade. Nesses aspectos acho que a gente pecou”, pontuou Enderson.

Fonte:uai.com

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