DEFESA EM ALERTA: GALO TOMA 70% DOS GOLS NO INÍCIO DOS TEMPOS, E ZAGA PROMETE MELHORA

Criticados nos últimos dois jogos, principalmente nas bolas cruzadas e contra-ataques, Leonardo Silva e Gabriel analisam momento do sistema defensivo do Atlético-MG

 

Apesar de estar a um empate da final do Campeonato Mineiro e em situação confortável no Grupo 6 da Libertadores, o Atlético-MG vem enfrentando um momento de questionamento por parte da torcida. No domingo, contra a URT, vaias foram direcionadas para o treinador Roger Machado – pelo segundo jogo seguido – por conta de substituições realizadas. Mas é o setor defensivo que tem sido alvo de cobranças mais intensas dos atleticanos.

O Atlético tomou 17 gols nesta temporada em 19 jogos, sendo dez com a bola rolando, seis de cabeçadas e um de bola parada. Mas o número mais curioso é o de que deste total de gols sofridos, onze deles (70%) foram nos primeiros minutos de cada tempo. O Galo tomou três gols nos primeiros 15 minutos de partida, e nove gols na volta do segundo tempo. O que está acontecendo? O time estaria voltando mais distraído, desconcentrado para a etapa final?

Na partida contra o Sport Boys-BOL, no meio da última semana, a defesa atleticana levou dois gols em jogadas parecidas . Em um curto intervalo de tempo, o Galo tomou dois gols de cruzamentos em bolas aéreas.

 

O capitão Leonardo Silva acredita que o problema da defesa nos últimos jogos não seja uma falha sistêmica, mas, sim, consequência de aspectos pontuais e circunstanciais. Contra a URT, por exemplo, ele acredita que o gol foi originado da boa exploração do contra-ataque pelo adversário.

– No contra-ataque a gente tem que pensar naquele jogador que está entrando. O Roger tem conversado com a gente para que mantenhamos o posicionalmente, mas prestando atenção no jogador que entra. Por estar em inferioridade numérica, a gente acaba abrindo alguns espaços, mas estamos buscando melhorar isso e ter contato com os atacantes dentro da área.

Na partida de domingo, o zagueiro Gabriel assumiu a falha pelo gol tomado no início do segundo tempo. No entanto, nega que a zaga estaria sofrendo com desatenção, principalmente nos início dos tempos.

– Isso é normal, não acho que é desatenção. A gente tomou alguns gols, e é normal que algumas criticas aparecem. Só se melhora trabalhando. Temos que trabalhar para melhorar. No gol da URT foi uma desatenção minha. Fui tocar a bola para o Cazares, e a bola travou na grama. Mas não acho que é uma coisa fora do normal. Estamos no caminho certo. O trabalho feito pelo Roger é muito bem feito.

Tanto no jogo pela Libertadores quanto na primeira partida da semifinal do Campeonato Mineiro, o Galo sofreu muito com a velocidade dos contra-ataques dos adversários. Na partida na próxima quarta-feira em Assunção, contra o Libertad, o Atlético deve enfrentar um panorama diferente. Com o time paraguaio atuando em casa e com necessidade de sair para o jogo, o Galo é quem deve ganhar espaços para apostar no contra-ataque.

Fonte:globo.com

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