ATAQUES A AGÊNCIAS BANCÁRIAS ATINGEM QUASE 60% DAS CIDADES DO SUL DE MG

Levantamento aponta que 94 municípios foram alvos nos últimos 5 anos.
Campos Gerais lidera ‘ranking’, com seis ataques registrados.

 

Um levantamento realizado pela EPTV Sul de Minas apontou que 58,4% das cidades do Sul de Minas foram alvos de ataque a agências bancárias nos últimos cinco anos. Ou seja, dos 161 municípios da região, pelo menos 94 tiveram investidas registradas no período.

Ainda de acordo com o levantamento, desde 2012, foram 170 ocorrências. Campos Gerais lidera o ‘ranking’, com seis casos, seguida de São José da Barra, com cinco, e diversas outras cidades com quatro, como Cambuí, Cristais e Candeias.

O banco mais visado, no período, foi o Banco do Brasil, com 61 explosões. O segundo é o Bradesco, com 38 ataques, seguido da Caixa Econômica Federal, com 28 casos. O caso mais recente com explosões foi na última sexta-feira (31), em Bom Sucesso (MG), quando criminosos explodiram dois caixas eletrônicos.

“São os bancos que estão presentes na maioria dos municípios do interior mineiro, então isso coincide com os assaltos. Cidades pacatas, com baixo efetivo policial. E acabam sendo mais vezes assaltados, esses bancos”, diz o delegado Thiago Severo de Rezende, da Polícia Federal.

 

Os ataques à Caixa Econômica Federal são investigados pela Polícia federal. Já no caso dos bancos particulares, a responsabilidade é da Polícia Civil, incluindo também o Banco do Brasil, que tem participação da iniciativa privada.

A Polícia Federal acredita que duas quadrilhas estariam agindo na região – uma do Triângulo Mineiro, que usa dinamites de fabricação caseira; a outra seria mesmo de São Paulo.

Para Cláuber Marcel Moura Santos, que é delegado da Polícia Civil de Pouso Alegre e responde por muitos dos municípios onde tiveram ataques a bancos, a proximidade com São Paulo e a falta de estrutura da própria polícia, facilitam a ação dos bandidos.

“Geralmente [a ação é realizada por] quadrilha muito bem estruturada, com armamento pesado, inclusive. E eles, geralmente, se aproveitam da situação dos municípios menores, onde tem uma menor estrutura policial. Eles vão e praticamente fecham o município para  possibilitar a ação e impedir, inclusive, a aproximação de policiais”, explica o delegado.

 

Situação em Campos Gerais
Na agência do Banco do Brasil na cidade, há nove meses, ninguém deposita ou saca dinheiro. Segundo o delegado de Campos Gerais, alguns crimes tiveram a participação de criminosos da própria cidade.

“Identificamos que um grupo de pessoas nascidas aqui na cidade mudou para São Paulo e, lá, criou vínculos com o crime, com a criminalidade, e aprendeu técnicas de explosão de caixas eletrônicos. Pelo fato deles terem crescido na cidade, conhecendo profundamente rotas de fuga em propriedades na zona rural, isso chamava a atenção deles”, explica Eduardo Rocha.

O delegado disse ainda que alguns integrantes dessas quadrilhas que atacaram bancos na cidade foram presos no ano passado e que, desde então , não houve mais ocorrências desse tipo na cidade.

 

Fonte:globo.com

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